Waitomo é uma cidadezinha no meio do nada, que não tem nada, nem mercado....Chegamos, arabian singers foram cozinhar, jantamos, jogamos um pouquinho de cartas e fomos para o único pub da cidade (levamos 3 minutos pra chegar até lá).
Todo de madeira, com cabeças de alce e boi nas paredes, peixes empalhados e um ambiente super masculino daquele que os trabalhadores deixam a botina enlameada na porta, igual de filme. Mas não é boteca não gente...super aconchegante e acolhedor e a maioria da galera foi. Como era um ambiente tranquilo, só teve conversa e foi ótimo pra prática do inglês, porque toda hora você conversa com pessoas diferentes e aprende palavras ou frases novas toda hora. Esse fim de semana foi muito proveitoso neste sentido porque eu conversei demais e treinei muito. Tinha horas que eu nem pensava pra falar...certo ou errado eu ia falando e conseguia entender todo mundo.
A cama do hostel era maravilhosa e capotei.
No dia seguinte saímos para explorar as cavernas de Waitomo. De cara fomo pra uma floresta maravilhosa cheia de reentrâncias e pequenas cavernas encravadas na montanha....andei e subi degraus pra caramba...vi buracos, rios e cachoeiras por toda parte, tirai tanta foto, dei tanta risada, escorreguei várias vezes e teve umas 3 pessoas que caíram de sair escorregando, porque garoava o tempo todo.
Depois fomos para a famosa glowworm cave que infelizmente não é permitido fotografar, mas é a coisa mais linda que eu já vi na vida. Primeiro você entra por um paredão de pedra e desce para as profundezas da terra....nossa, tô filosofando já....aí você entra numa caverna tão grande e tão alta que não dá pra acreditar que aquilo existe embaixo da terra...não dá pra mensurar a altura...e não dá pra imaginar que foi o fluxo de um rio que passava por ali que esculpiu as cavernas daquela maneira. Seguimos por um labirinto de calcário e formções rochosas, e do teto pendiam imensas estalactites (de cime para baixo) de uns trinta metros. O guia explicou que são necessários 100 anos para cada centímetro, então imaginem o quão antigo é esse lugar. Aí o guia pediu pra todo mundo agachar e vimos finíssimas estalactites pendendo de umas rochas bem pertinho da plataforma de pedra onde nós estávamos, porque abaixo a caverna continua descendo, mas já é uma parte que tem águas profundas. Só que essas estalactite eram fininhas e brilhantes como se fossem pequenas e delicadas gotinhas de cristais. Parecem correntes de jóis penduradas na pedra, porque são formadas com água cristalina e não com água cheia de sais minerais e arenito como são as mais rochosas.
Na sequência entramos na escuridão, só ouvindo um barulho de água e o guia nos levou até um barco onde sentamos todos em absoluto silêncio pra assistir o maior espetáculo dessas cavernas. A Arachnocampa Luminosa são uma espécie de larvas que depois se transformam em pequenos pirilampos, exclusivos da NZ, e enquanto larvas, ficam grudados no teto e paredes dessa caverna. Só que elas brilham e dentro da caverna escura e deslizando no barco, a sensação é de flutuar no meio do céu estrelado. Lindo, lindo, lindo.
Tive que comprar cartões postais pra vocês verem depois já que é proibido fotografar, mas totalmente compreensível, porque um lugar como este tem que ser preservado de todas as maneiras pra que futuras gerações tenham acesso à essa maravilha da natureza.
Infelizmente minha viagem acabou depois de mais 3 horas de estrada...e os árabes cantando...
Fiz muitos novos amigos, pois nessas experiências você conhece pessoas que pensam como você, pontos de vista parecidos, que buscam viver a vida da maneira mais prazerosa possível, por isso estão aqui na mesma situação que eu, tentando aprender uam nova língua, mas aproveitando ao máximo esse lugar.
A despedida foi longa....promessas de novos encontros...novas viagens...e posso dizer que a vida nos ensina a cada momento. Essa viagem foi muito importante pra mim e mudou a minha forma de enxergar algumas coisas.
Então para aqueles que já sabem como é isso...continuem.
Para os mais jovens ou os que não começaram...coragem.
Tem um provérbio chinês que diz que "uma longa caminhada começa com um único passo"
Chico Science disse que "um passo a frente e já não estamos mais no mesmo lugar"
E o mundo é grande demais pra gente se contentar em conhecer somente um pedaço (Uiii, essa frase fui eu que inventei agora)
Kisses.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Taupo
O Parque termal Wai - O - Tapu com suas águas sagradas está localizado na chamado zona vulcânica da cidade de Taupo, onde existem piscinas naturais, crateras e formações geológicas criadas pelas explosões de inúmeros minerais introduzidos na águas destas piscinas. Eu não sei se conseguirei descrever aqui o que é esse lugar, mas tenho certeza que nem você nem eu veremos algo parecido em qualquer outra parte do mundo. A área toda desse parque é o cenário que descreve o que aconteceu há milhares de anos, quando os colapsos quimícos ocorriam no nosso planeta em formação.
Em todo o território do parque você passa por crateras e piscinas tanto de água quente quanto de água mega fria. O que mais impressiona é a coloração dessas piscinas, porque disso depende qual elemento quimíco está mais presente nessas águas.
As verdes - sulfato ferroso, as laranjas - antimônio, as roxas - manganês, as vermelhas - oxido de ferro, e tantas outras cores que foi difícil escolher as fotos pra colocar aqui.
E as crateras....imagino as explosões que haviam pra deixar as rochas dessa maneira. E a fauna e a flora que habitam esse território tão peculiar, e o próprio solo que fica diferente a cada pisada. Uma hora mole, em outras áreas duro, e em outras super arenoso.
O engraçado são os nomes que foram dados para essas crateras. Devido aos vapores constantes que saem das crateras e à temperatura da água de algumas piscinas, os nomes são do tipo: cratera do inferno, banheiro do diabo, Devills home, etc.
É necessário umas duas horas pra você andar por todo o parque e fotografar tudo. Então passamos a manhã toda explorando esse maravilhoso lugar.
Geyser
A parte da tarde foi dedicada a um passeio mais...digamos assim...extremo: BUNGEE JUMPING!!
Chegamos numa área dedicada à prática desse esporte. Desembarcamos já no alto de um morro, que tinha de um lado um paredão rochoso e do outro um lago de um azul profundo. 1 brasileiro, 3 sauditas e 1 vietnamita se prontificaram pra experimentar e eu pensando...gente louca...gostam de sofrer...jamais terei coragem...e de repente vi duas mulheres que iriam saltar, mas de uma maneira diferente: sentadas e amarradas por um colete. A queda era muito alta, mas eu senti firmeza no negócio, bateu uma vontade e pensei...Pô, tô na Nova Zelândia, eu tenho que praticar um esporte de aventura...não deu outra caros colegas: PULEI!!!
Fui lá e falei que queria pular, passei meu cartão e fiquei torcendo na minha mente pra compra não ser aprovada....fui colocar o equipamento e comecei a pensar...o que eu fiz, que que eu tô fazendo aqui, que merda...e todo mundo gritando..vai Keila...que coragem!!! E eu pensando, agora não posso amarelar, a galera tá gritando....mesmo que eu morra vou ter que ir....e o cara me amarrando e me empurrando pra plataforma de salto...e eu agarrada no corrimão e pensando não vou, não vai dar, tô me borrando toda e o cara me empurrando e me pendurando num gancho e eu olhando o paredão de pedra e pensando...vou morrer...é hoje meu dia...e eu olhava pras cordas e aqueles nós feitos pela mão de uma pessoa comum e pensava...essa merda vai arrebentar...e os árabes cantando....e os árabes gritando Godbye Jamila, adeus, até nunca mais...e eu pensando que filhos da mãe e tentando pensar em outras coisas ....Ahhh esqueci de falar que eu estava com minha amiga Rosângela (foi um pulo duplo) e ela ficava falando "Ai Meu Deus...me arrependi...Keila do céu, o que que a gente tá fazendo aqui....Aí o cara ergueu a gente e ficamos pendurada no nada...e os árabes cantando....e a moça perguntando se a gente queria que contasse até 3 e eu já não tava mais entendendo nada em inglês e se ela perguntasse em português eu também não ia ouvir. Aí ela puxou a corda.
Mano....enquando eu caía, eu não tive voz pra gritar, meu coração não bateu, minha mente não funcionou, nem desespero eu senti...foi uma sensação muito louca e acho que por isso que as pessoas que curtem adrenalina não conseguem parar e sempre querem mais. E o depois....meu amigo...o depois é que é bom...minhas pernas começaram a formigar do dedão do pé até a coxa, fiquei mole arriada, soltei os braços e a corda subindo de novo pra mais uma queda, só que dessa vez mais devagar e é essa hora que compensa...você chacoalhando pra lá e pra cá em cima daquela água azul, vendo os pássaros e seus ninhos dentros dos buracos nas rochas e que você jamais veria se não estivesse pendurado naquela ângulo...e o melhor...você não acredita que teve tanta coragem...e pensa...meu...tô aqui balançando...eu pulei...eu venci meu medo....é essa a sensação...uma mistura de liberdade, superação e moleza.
A seguir fomos visitar um lugar chamado Hukka Falls, que é um rio caudaloso, cheio de quedas d'águas e de um azul claro tão lindo que foi difícil sair de lá...literalmente cada mergulho foi um flash...imagina se fosse verão, como eu ia aproveitar melhor as beleza naturais desse país.
Depois disso pegamos a estrada por mais umas duas horas, para dormir na última cidade desse passeio. A galera cansada querendo dormir e pra variar ...OS ÁRABES CANTANDO...quem é da minha família sabe como um árabe consegue ser tão aloprado, né gente? Alguém entende como a Lídia consegue ser casada com o Amer?
Enfim...continua no próximo capítulo: Waitomo
Ahhh, e comentem minhas historias. Uma porque preciso saber se voces estao morrendo de inveja....e outra porque e muito bom ler algumas palavras das pessoas que tanto amo.
Em todo o território do parque você passa por crateras e piscinas tanto de água quente quanto de água mega fria. O que mais impressiona é a coloração dessas piscinas, porque disso depende qual elemento quimíco está mais presente nessas águas.
As verdes - sulfato ferroso, as laranjas - antimônio, as roxas - manganês, as vermelhas - oxido de ferro, e tantas outras cores que foi difícil escolher as fotos pra colocar aqui.
E as crateras....imagino as explosões que haviam pra deixar as rochas dessa maneira. E a fauna e a flora que habitam esse território tão peculiar, e o próprio solo que fica diferente a cada pisada. Uma hora mole, em outras áreas duro, e em outras super arenoso.
O engraçado são os nomes que foram dados para essas crateras. Devido aos vapores constantes que saem das crateras e à temperatura da água de algumas piscinas, os nomes são do tipo: cratera do inferno, banheiro do diabo, Devills home, etc.
É necessário umas duas horas pra você andar por todo o parque e fotografar tudo. Então passamos a manhã toda explorando esse maravilhoso lugar.
A parte da tarde foi dedicada a um passeio mais...digamos assim...extremo: BUNGEE JUMPING!!
Chegamos numa área dedicada à prática desse esporte. Desembarcamos já no alto de um morro, que tinha de um lado um paredão rochoso e do outro um lago de um azul profundo. 1 brasileiro, 3 sauditas e 1 vietnamita se prontificaram pra experimentar e eu pensando...gente louca...gostam de sofrer...jamais terei coragem...e de repente vi duas mulheres que iriam saltar, mas de uma maneira diferente: sentadas e amarradas por um colete. A queda era muito alta, mas eu senti firmeza no negócio, bateu uma vontade e pensei...Pô, tô na Nova Zelândia, eu tenho que praticar um esporte de aventura...não deu outra caros colegas: PULEI!!!
Fui lá e falei que queria pular, passei meu cartão e fiquei torcendo na minha mente pra compra não ser aprovada....fui colocar o equipamento e comecei a pensar...o que eu fiz, que que eu tô fazendo aqui, que merda...e todo mundo gritando..vai Keila...que coragem!!! E eu pensando, agora não posso amarelar, a galera tá gritando....mesmo que eu morra vou ter que ir....e o cara me amarrando e me empurrando pra plataforma de salto...e eu agarrada no corrimão e pensando não vou, não vai dar, tô me borrando toda e o cara me empurrando e me pendurando num gancho e eu olhando o paredão de pedra e pensando...vou morrer...é hoje meu dia...e eu olhava pras cordas e aqueles nós feitos pela mão de uma pessoa comum e pensava...essa merda vai arrebentar...e os árabes cantando....e os árabes gritando Godbye Jamila, adeus, até nunca mais...e eu pensando que filhos da mãe e tentando pensar em outras coisas ....Ahhh esqueci de falar que eu estava com minha amiga Rosângela (foi um pulo duplo) e ela ficava falando "Ai Meu Deus...me arrependi...Keila do céu, o que que a gente tá fazendo aqui....Aí o cara ergueu a gente e ficamos pendurada no nada...e os árabes cantando....e a moça perguntando se a gente queria que contasse até 3 e eu já não tava mais entendendo nada em inglês e se ela perguntasse em português eu também não ia ouvir. Aí ela puxou a corda.
Mano....enquando eu caía, eu não tive voz pra gritar, meu coração não bateu, minha mente não funcionou, nem desespero eu senti...foi uma sensação muito louca e acho que por isso que as pessoas que curtem adrenalina não conseguem parar e sempre querem mais. E o depois....meu amigo...o depois é que é bom...minhas pernas começaram a formigar do dedão do pé até a coxa, fiquei mole arriada, soltei os braços e a corda subindo de novo pra mais uma queda, só que dessa vez mais devagar e é essa hora que compensa...você chacoalhando pra lá e pra cá em cima daquela água azul, vendo os pássaros e seus ninhos dentros dos buracos nas rochas e que você jamais veria se não estivesse pendurado naquela ângulo...e o melhor...você não acredita que teve tanta coragem...e pensa...meu...tô aqui balançando...eu pulei...eu venci meu medo....é essa a sensação...uma mistura de liberdade, superação e moleza.
A seguir fomos visitar um lugar chamado Hukka Falls, que é um rio caudaloso, cheio de quedas d'águas e de um azul claro tão lindo que foi difícil sair de lá...literalmente cada mergulho foi um flash...imagina se fosse verão, como eu ia aproveitar melhor as beleza naturais desse país.
Depois disso pegamos a estrada por mais umas duas horas, para dormir na última cidade desse passeio. A galera cansada querendo dormir e pra variar ...OS ÁRABES CANTANDO...quem é da minha família sabe como um árabe consegue ser tão aloprado, né gente? Alguém entende como a Lídia consegue ser casada com o Amer?
Enfim...continua no próximo capítulo: Waitomo
Ahhh, e comentem minhas historias. Uma porque preciso saber se voces estao morrendo de inveja....e outra porque e muito bom ler algumas palavras das pessoas que tanto amo.
Rotorua
Acordamos bem cedo, tomamos café e partimos para conhecer o Lago Rotorua que é um dois maiores lagos do mundo, com 80 km². Depois partimos para conhecer os outros dois lagos da cidades, Blue and Green Lake. Eles são famosos pela coloração. Um é verde e o outro é azul, mas infelizmente os dois estavam cinza neste dia porque chovia toda hora. A maioria do pessoal ia praticar raffiting, mas ficou impossível devido ao mau tempo.
A seguir fomos conhecer o parque do governo, onde existe um jardim maravilhoso, com tantas flores e árvores diferentes que fiquei encantada e quase acabei com a memória da máquina já no primeiro dia, Dentro do parque também fica o museu de Rotorua e também uma cratera de água vulcânica, da onde saem nuvens de vapor quentíssimo e aquele cheiro característico do enxofre por causa da atividade vulcânica.
Depois seguimos para Redwood Forest. Uma maravilhos floresta que tem esse nome devido a coloração das folhas das árvores que são meio avermelhadas e conforme elas caem, forram o chão como se fosse um imenso tapete vermelho. mas é uma floresta mesmo, com árvores tão altas que você não consegue ver o topo e o sol não entra em todos os lugares. Tirando o som de poucos pássaros e da chuva que não parava, o silêncio passa uma impresssão tão diferente. É somente a natureza acontecendo ali todos os dias, nascendo, crescendo e morrendo. É incrível como isso é perceptível pelos musgos, folhas, pedras e troncos.
E mesmo a NZ inteira ser um lugar turístico, o país consegue tirar proveito disso sem depredar.
Depois disso tudo, ainda fomos numa atração que foi uma aventura. Subimos uma montanha altíssima num tipo de teleférico, numa gôndola que cabem oito pessoas. Chegando no alto, mas alto mesmo, tinham 3 pistas (iniciante, intermediário e avançado.....é LÓGICO que escolhi a pista pra inicante) pra descer de "luge" que um tipo de carrinho de rolimã, que você controla os freios levantando o guidão. Só que você vai quase deitado, velocidade rápida porque é uma descida, só que chei de curvas e o freio funciona, mas o carrinho não pára, é só pra controle nas curvas....Meu, quase morro de medo...ainda bem que Hercules me deu umas aulas de volante antes de eu vuajar, então eu tive noção de como virar pra esquerda e direita mesmo estando rápido. Radical...Animal....Insano...sei lá a palavra pra descrever meu medo na primeira descida. E ainda por cima chovia sem parar, o vento cortante, minha mão dura de frio e eu tendo que controlar o guidão com elas.
Chegando no fim da descida você pega um teleférico normal, daqueles só com a cadeirinha e as perninhas balançando e sobe pra mais uma descida. Dessa vez escolhi a pista intermediária....porque adrelina é ruim por isso...você gosta tanto no final que quer tentar de novo pior. Foi show...e sem medo dessa vez até ultrapassei, apostei corrida e dava batidas nos carrinhos de quem não descia rápido.
Chegando no hostel fomos convidados pra comer com os sauditas, que prepararam um jantar típico chamado Kapza...não sei se é assim que se escreve...que é arroz cozido com pedaços de frango, bem temperado. Aí eles forraram o chão, colocaram a comida numa única travessa, todo mundo tirou os sapatos, sentamos em volta e comemos com as mãos. Todo mundo compartilhando o mesmo prato e se lambuzando tentando fazer bolinhas na ponta dos dedos e enfiar correndo na boca sem derrubar. Essa troca de cultura e informação é o que não tem preço nesse tipo de viagem.
A noite voltamos ao LARVA BAR, saímos escondidos dos vietnamintas...rsrs brincadeirinha....mas chovia demais e todo mundo muito cansado pelo dia corrido, então voltamos cedo e ficamos jogando cartas com a galera....e os árabes cantando.
| Lago Rotorua |
| Tirando o japa do meio, esses são os árabes cantores. |
| Lago Azul (Blue Lake) |
| Lago Verde (Green Lake) |
A seguir fomos conhecer o parque do governo, onde existe um jardim maravilhoso, com tantas flores e árvores diferentes que fiquei encantada e quase acabei com a memória da máquina já no primeiro dia, Dentro do parque também fica o museu de Rotorua e também uma cratera de água vulcânica, da onde saem nuvens de vapor quentíssimo e aquele cheiro característico do enxofre por causa da atividade vulcânica.
| Museu de Rotorua |
| Cratera vulcânica |
| Uma pequena amostra do jardim do governo |
Depois seguimos para Redwood Forest. Uma maravilhos floresta que tem esse nome devido a coloração das folhas das árvores que são meio avermelhadas e conforme elas caem, forram o chão como se fosse um imenso tapete vermelho. mas é uma floresta mesmo, com árvores tão altas que você não consegue ver o topo e o sol não entra em todos os lugares. Tirando o som de poucos pássaros e da chuva que não parava, o silêncio passa uma impresssão tão diferente. É somente a natureza acontecendo ali todos os dias, nascendo, crescendo e morrendo. É incrível como isso é perceptível pelos musgos, folhas, pedras e troncos.
E mesmo a NZ inteira ser um lugar turístico, o país consegue tirar proveito disso sem depredar.
Depois disso tudo, ainda fomos numa atração que foi uma aventura. Subimos uma montanha altíssima num tipo de teleférico, numa gôndola que cabem oito pessoas. Chegando no alto, mas alto mesmo, tinham 3 pistas (iniciante, intermediário e avançado.....é LÓGICO que escolhi a pista pra inicante) pra descer de "luge" que um tipo de carrinho de rolimã, que você controla os freios levantando o guidão. Só que você vai quase deitado, velocidade rápida porque é uma descida, só que chei de curvas e o freio funciona, mas o carrinho não pára, é só pra controle nas curvas....Meu, quase morro de medo...ainda bem que Hercules me deu umas aulas de volante antes de eu vuajar, então eu tive noção de como virar pra esquerda e direita mesmo estando rápido. Radical...Animal....Insano...sei lá a palavra pra descrever meu medo na primeira descida. E ainda por cima chovia sem parar, o vento cortante, minha mão dura de frio e eu tendo que controlar o guidão com elas.
Chegando no fim da descida você pega um teleférico normal, daqueles só com a cadeirinha e as perninhas balançando e sobe pra mais uma descida. Dessa vez escolhi a pista intermediária....porque adrelina é ruim por isso...você gosta tanto no final que quer tentar de novo pior. Foi show...e sem medo dessa vez até ultrapassei, apostei corrida e dava batidas nos carrinhos de quem não descia rápido.
Chegando no hostel fomos convidados pra comer com os sauditas, que prepararam um jantar típico chamado Kapza...não sei se é assim que se escreve...que é arroz cozido com pedaços de frango, bem temperado. Aí eles forraram o chão, colocaram a comida numa única travessa, todo mundo tirou os sapatos, sentamos em volta e comemos com as mãos. Todo mundo compartilhando o mesmo prato e se lambuzando tentando fazer bolinhas na ponta dos dedos e enfiar correndo na boca sem derrubar. Essa troca de cultura e informação é o que não tem preço nesse tipo de viagem.
A noite voltamos ao LARVA BAR, saímos escondidos dos vietnamintas...rsrs brincadeirinha....mas chovia demais e todo mundo muito cansado pelo dia corrido, então voltamos cedo e ficamos jogando cartas com a galera....e os árabes cantando.
| Nesta foto só tem uma pessoa que não é japonesa. Descubra se for capaz. |
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